COMUNIDADE DA BARRA

Padroeiro São Sebastião

O nome Barra, com que foi batizada a fazenda, provém de sua localização no encontro do Córrego do Corrientes com o Rio do Prata. Antigamente esse rio era conhecido como Ribeirão das Cobras.

A Fazenda da Barra resulta do desmembramento da primitiva sesmaria da Figueira e foi construída por Joaquim Martins da Costa Filho, nascido por volta de 1839.

Em 1912 a fazenda foi leiloada por seu filho Marçal Martins da Costa, e arrematada pelo sobrinho Adolpho Martins da Costa.

Adolpho começou suas atividades plantando café. Com a crise do café, durante o governo de Getúlio Vargas, todos os fazendeiros foram obrigados a queimar parte da produção para evitar que os preços despencassem ainda mais.

Depois ele possibilitou a terra aos meeiros para plantio de milho. As safras enchiam o paiol.

Na Fazenda havia uma capela onde, de vez em quando, havia missa e batizados do pessoal da redondeza.

Com a morte de Adolfo, em 1944, a fazenda ficou de herança para os filhos. Helvécio Moreira Martins da Costa comprou as partes dos irmãos.

Em 1938 foi inaugurada a Usina Hidrelétrica J. Moreira e Irmãos, que fornecia energia para a cidade. Quem tomava conta da usina era Raul, conhecido como Raul da Usina. No início a energia era desligada às 21 horas, e tudo ficava no escuro. Em 1962 ela foi desativada, com a chegada da Cemig.

Na fazenda, Helvécio mantinha um pequeno armazém para beneficiar a comunidade, porque era difícil o deslocamento até a cidade.

A fazenda já passou por vários ciclos produtivos: na década de 1950 investiu na produção de suínos, em 1958 iniciou a pecuária leiteira. Em 1962, em parceria com uns espanhóis, plantaram batata inglesa.

Em 1966, seu filho Adolfo formou-se em agronomia, dinamizando a produção com plantio de hortaliças, criação de frangos de corte e, mais tarde, em 1970, criação de galinhas poedeiras. Eram 50 mil galinhas. Os ovos eram vendidos nas regiões vizinhas.

Fabricavam-se doces e queijos.

Hoje, o forte da propriedade é o plantio de café.

A escola, a princípio, funcionava num casarão antigo e a professora era Elisa Martins de Andrade (Lili), que ministrava as aulas e, paralelamente, a catequese.

A pedido do deputado Pedro Vidigal, a Associação de Caridade São José concedeu os recursos financeiros para a Prefeitura (no mandato de José Lourenço de Araújo) construir o prédio escolar, cuja inauguração foi em 27 de abril de 1969, presidida pelo Governador Israel Pinheiro da Silva. O nome dado à escola foi “Escola Municipal Adolfo Martins da Costa”. Nela vieram estudar crianças e adultos das comunidades vizinhas: Mato Dentro, Seara, Mandembo, Barbosa, Corrientes, Maquiné e Rocinha.

Houve também educação dos adultos através do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização de Adultos), financiado pelo governo federal em parceria com as prefeituras. D. Taninha era a professora.

A princípio as missas eram celebradas na capela da fazenda.

Foi o Pe. Leão (1981-1984) que começou a celebrar na comunidade, isto é, fora da sede da fazenda. Quase sempre as celebrações passaram a ser feitas na Escola, mas, muitas vezes, celebrava-se em residências particulares e até mesmo do lado de fora da escola, quando não se conseguia chave para abri-la.

Depois da saída do Pe. Leão, até a chegada do Pe. Tacílio, em 1988, as celebrações eram feitas por Fiuta e Cândida Pereira de Oliveira (D.Nega), mesmo morando no bairro das Graças, era quem ministrava catequese lá.

Depois da chegada do Pe. Tacílio, passou a haver missa com regularidade.

No princípio as crianças eram preparadas para a 1ª Comunhão pelas professoras da escola.

Em abril de 1989, após compartilhar da mesa da primeira Eucaristia, Norma Aparecida e Lúcia se assumiram como catequistas. Nesta época se formou o primeiro Grupo de Jovens na localidade.

Já foram catequistas: Kátia, Atamíris, Roseli e Juliana e Renilda. Atualmente Aparecida é a catequista de Crisma; Norma prepara para a 1ª Eucaristia.

A escola foi desativada em 2004 e, com orientação do Pe. Eugênio, a comunidade firmou contrato de comodato por 5 anos para que a associação de Moradores a usasse. A comunidade consertou o telhado, pintou-a e montou uma capela em uma das salas.

Se Deus quiser em breve vamos ter a nossa igreja de São Sebastião, pois, em abril de 2012, a empresa Elge Ltda, da família Caetano, comprou uma chácara e doou um lote para a sua construção. No dia 23 de junho o Pe. Eugênio abençoou o local. A construção já teve início com a mão de obra da família.

Hoje temos mais ou menos 40 famílias morando na região.

Todos os anos festeja-se o Padroeiro São Sebastião com levantamento de bandeira, novenas e celebrações.

Ainda não temos Ministros locais. Na falta do padre, é Ângelo Nunes que atende a

Comunidade. Ele é da Vila Santa Rosa.

A primeira Crisma na comunidade, em 1990, contou com 33 crismandos da Barra, preparados por Aparecida, e 25 da Vila Santa Rosa.

Foi uma bonita festa .

 

Fontes:

VIDIGAL, Pedro Maciel - Os Antepassados

Aparecida Maria Ramos Caetano

 

 

 
 
 
 
 
 

Paróquia de São José da Lagoa

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