IGREJA DO ROSÁRIO

O Bairro Centenário foi a vocação natural de crescimento da cidade no princípio do século XX, uma vez que já havia núcleos residenciais ali instalados. A casa-fazenda de Joaquim Martins Teixeira era na rua Capitão Antero, onde hoje está o Prédio Buganville, mas a vila Ana Carolina, de sua propriedade, era na rua São Domingos do Prata, divisa com a descida para o Bairro das Graças. Em outubro de 1931 foi oficializado o loteamento do início da rua São Domingos do Prata. Em 1940, com a construção da Ponte dos Arcos, foi aberta a rua Oscar de Araújo, primeiramente denominada rua Riachuelo, ligando a ponte à rua São Domingos do Prata e à rua do Rosário.

No Barro Branco também se localizava a serraria de Oscar de Araújo e seus trabalhadores constituíam a vila Murilo de Araújo. O loteamento foi aprovado em 1936 e era constituído da área acima da rua São Domingos do Prata (rua Elias Pinto Coelho, Leão de Araújo e Anita Garibaldi e as perpendiculares: Murilo de Araújo, Pio Guerra e Cruzeiro do Sul) e da rua do Rosário até a margem do rio.

A terceira parte a integrar o bairro foi loteada por Elias Pinto Coelho atrás da Igreja do Rosário, entre o Minas e a casa-fazenda onde residia, isto mais tarde, em 1956.Foi denominado Loteamento São Rafael.

Portanto, quando o Brasil celebrou sua independência, em 1922, a área da margem direita do rio Piracicaba estava em fase de ocupação populacional, embora ainda não oficializada.

Já que se decidiu demolir a Rosário Velha, Oscar de Araújo ofereceu uma área em seu loteamento para a instalação da nova igreja e deliberou-se aproveitar o material retirado na construção do novo templo.

Muitos não ficaram satisfeitos com a ideia da demolição da igreja e a sua transferência para outro local, mas parece que, ao fim, todos aderiram ao projeto.Assim, a Igreja do Rosário do bairro centenário é a segunda existente na cidade. Sua construção foi iniciada em junho de 1925 e inaugurada em 23 de março de 1941. A partir de então, para lá foram transferidas todas as festividades de N.Sra do Rosário.

O fabriqueiro Arthur de Araújo responsabilizou pela derrubada da capela e construção do novo templo.

Desejavam, de início, construir uma igreja majestosa como a de Ponte Nova, mas as finanças não permitiram uma realização tão cara e decidiram pelo projeto que oferecia alguma semelhança mas estivesse de acordo com as possibilidades existentes.

O Pe José Lopes era incansável em exortar o povo, que respondia na medida de suas posses.

Realizaram-se festejos, leilões.

Para conseguir numerário para as despesas da construção da nova igreja, foi vendido o lindo rosário de ouro da imagem de Nossa Senhora, que rendeu 28 contos de réis, uma pequena fortuna naquele longínquo 1928.

A construção teve comando de José Alexandrino e Miro Cardoso, na profissão de pedreiros, e Félix Batista da Costa e Manoel Vilar como carpinteiros e muitos outros.

Já por volta de 1940, conforme registro feito por Pe. Pedro Vidigal no Livro de Tombos, tudo lá por dentro do Rosário estava por fazer. Foi sob seu paroquiato que construíram a sacristia e o coro com sua escada em caracol. Assentaram-se as janelas, fez-se toda a instalação elétrica e a igreja foi assoalhada e forrada. Foi de seu tempo também a aquisição do púlpito, do altar e de um andor para Nossa Senhora. Conseguiu por doação: a Imagem (do Sr. Artur Vidigal), a banqueta e as serpentinas (das famílias de lá dos Perdões), um par de jarras (da Sra. Laurinda Lage).

No paroquiato de Pe. Ilídio Hemétrio Quintão, na década de 1950, o Livro de Tombos registra que faltam as obras do adro, os altares laterais, a escada para a torre e o sino está estragado.

Ultimamente foi feita uma completa reforma, incluindo colocação de laje, troca de portas e janelas, da instalação elétrica, construção de muro de arrimo e da entrada pela frente da igreja.

Cópia da Ata do Lançamento da Pedra Fundamental da Igreja do rosário (reduzida)

Aos 20 do mês de junho de 1925, nesta freguesia e arraial de São José da Lagoa, município da cidade de Itabira, Arcebispado de Mariana, Estado de Minas Gerais, no lugar designado para erigir-se a Igreja de N.Senhora do Rosário, presentes o Revdo. Padre José Augusto Lopes, Vigário desta freguesia, Revdo. Pe. Manoel Carlos de Ataíde, Sudário Maria Moreira Mendes, residente em Itabira, Arthur de Araújo, Tesoureiro da Irmandade, Oscar de Araújo, secretário da mesma, muitas pessoas gradas e o povo quase todo desta freguesia e o secretário designado para lavrar esta, Gaspar Monteiro de Moraes. Em seguida o Pe. José Augusto Lopes , devidamente paramentado de acordo com o Ritual Romano e competentemente autorizado pelo Arcebispo, deu começo com toda solenidade a bênção da primeira Pedra Fundamental da Igreja de N.S.do Rosário que neste lugar vai ser erigida. Depois deste ato solene seguiram-se mais ouros, não menos sublimes, recomendados pelo mesmo Ritual, como Jaculatórias, Salmos e Ladainha de Todos os Santos e asperges com água benta em toda circunferência do terreno, o qual será levantado o edifício. Findas todas as cerimônias tendentes ao ato, será colocada em uma urna hermeticamente fechada e lacrada e conjuntamente com a Pedra benta inumadas no respectivo lugar à vista de todos espectadores, sendo ali colocada uma cruz de madeira para sinal e distintivo do lugar. Extraiu-se desta uma cópia autêntica para, na primeira oportunidade, ser remetida à Cúria Eclesiástica de Mariana. E para todo tempo constar lavrou-se a presente ata que, depois de lida e achada conforme vai assinada pelo Vigário, Acólitos, pessoas gradas e os mais que quiserem. Eu, Gaspar Monteiro de Moraes, Secretário que a escrevi. Nota: Não foi colocada a cruz no lugar da Pedra Fundamental como diz acima, mas sim, um dia antes deste ato, no lugar onde deverá ser erigido o Altar Mor. Eu Gaspar Monteiro de Moraes, Secretário que a escrevi. Vigário José Augusto Lopes, Sudário Maria Moreira Mendes, Manoel Carlos de Athaíde, Arthur de Araújo, Oscar de Araújo, Bernadette Drumond, Belarmina de Barros, Maria Elisa Moreira Vidigal, Dibe Maluf de Araújo, Zamira Lage Guerra, Palmira Rosa, Virgínia Antônia do Carmo, Rita Bueno de Araújo, Maria de Barros, Arthur Quintão Vidigal, Dr. José Moreira Martins da Costa, Quintiliano Martins Quintão, Merlim Maluf, Raimundo Andrade Martins da Costa, Laurindo de Sá. Antônio Andrade Martins da Costa, Astolpho de Araújo, Joaquim Martins Teixeira, Maria José de Araújo Sá, Otília Carolina de Figueiredo, Maria da Piedade Martins da Costa, Maria da Natividade Pereira, Elisa Dias Duarte, Cecília Andrade Martins Guerra, Luíza de Barros Martins, Alcides Felipe dos Reis, Thereza Martins da Costa, Gabriela Martins da Costa, Olívia Martins da Costa, Maria José Martins da Costa, Maria Luíza Pereira, Júlia Martins da Costa, Joaquim Elias de Carvalho.

Fontes: Pe. Pedro- No Seminário e no Clero

Livros Paroquiais

 

 
 
 
 
 
 

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