IGREJA SÃO CAETANO

Morro do Pau d’Óleo – 1980 | Castelo - 1979

 

Foi assim que tudo começou.

. Vista do Campinho onde se pretendia construir a nova igreja – década de 1940

Contar a história da Igreja São Caetano é falar de aspiração antiga da comunidade. Por muito tempo a Matriz São José foi a única da cidade, mas ela se localizava lá em cima da ladeira, local íngreme e de difícil acesso, principalmente para as pessoas mais velhas, exatamente as mais assíduas às cerimônias.

Por isso, como primeira parte da história de São Caetano, vamos transcrever a fl 43v, do livro de Tombos, datada de 05/08/1957, que registra “a retomada das reuniões de estudo da Comissão encarregada de se conseguir a construção da nova igreja Matriz, lá no centro, bem no coração da cidade.” Na fl 56 v, Pe Ilídio escreveu “O cônego Guilherme Shubert - sacerdote do Rio de Janeiro, especialista em arte sacra, visitou esta paróquia em fevereiro de 1961. A meu convite e a pedido do arcebispo veio estudar uma área, lá no centro da cidade, onde se possa construir o conjunto paroquial (matriz, salão e casa paroquial)”

Era preocupação do Pe Ilídio Hemétrio Quintão, que foi transferido em 1964, sem ver concretizado o seu sonho.

Na mesma data assume a paróquia o Pe Efraim, que não só herda o sonho, mas trabalha para transformá-lo em realidade. A transcrição seguinte registra o primeiro passo de seu trabalho para este fim. “É urgentíssima necessidade a construção de uma nova igreja matriz para esta cidade, não só em vista do grande aumento da população, mas também por achar-se a antiga muito acanhada, embora de valor artístico, num extremo da cidade, e de difícil acesso. O problema que fora às vezes apresentado é a sua localização. Pensa-se em construí-la no campinho, terreno paroquial, onde outrora se erguera a igreja do Rosário, ou junto da ponte em local que seria desapropriado e exigiria um alto muro de arrimo, por achar-se às margens do rio.

Decidi nesta minha estada que o templo se erija mesmo no campinho. Para isto, escrevi no dia 3/06/ 1964 ao Diretor da Companhia Vale do Rio Doce pedindo-lhe o obséquio de afastar uns dez metros o trecho da via férrea ao lado do campinho.

O sr.Adelino Felipe esteve comigo no dia 5 e acertou de ceder sua casa em troca de outra do Sr. Geraldo Galvão que está disposto a vendê-la.

O Pároco Efraim Solano Rocha está cheio de boa vontade e muito disposto a levar avante tão ansiada construção.

Recomendei-lhe que imediatamente tome as necessárias medidas, chame aqui o engenheiro, o qual deverá fazer logo o esboço da construção. Uma igreja de cerca de 50 ou 60 metros de comprimento por 20 ou 30 de largura, funcional, sem colunas, de estilo não ousado. O templo poderá ser erguido de comprido ao lado da rua. Ao mesmo tempo se construa a casa paroquial ao lado da Matriz.

Organize ou reorganize a comissão para a construção, e leia de quando em quando as entradas e despesas. O livro de contas seja feito com perfeição, anotando-se nele as mais modestas contribuições.

Nova Era, 5 de julho de 1964

Oscar de Oliveira – Bispo de Mariana”

Como se vê, até então pretendia-se construir a nova igreja no mesmo lugar onde já haviam desmanchado a primeira igreja do Rosário, exatamente porque o lugar não oferecia condições geológicas estáveis.

 

LIDERANÇA É TUDO...

O morro após o desmonte, antes da urbanização – década de 1970

Reconhecendo que o local da antiga igreja do Rosário não era adequado, a primeira providência era encontrar nova área. Escolher o terreno não foi tarefa fácil. Do adro da Matriz, o Pe Efraim nos diz: “lá do alto, sozinho, ficava eu ruminando a idéia, remoendo o desejo, namorando o morro do Pau d Óleo, inóspito, virgem, selvagem, desafiando os novaerenses, no centro da cidade, tendo a população a seus pés e a cidade a banhar-se no Rio Piracicaba. Pensava, desejava, meditava, via o morro como uma utopia”.

O Sr Marcos Quintão, morador de um dos casarões do adro, foi o interlocutor desses sonhos. Em 1965, o Pe Efraim se anima a pôr mãos à obra, motivando seus companheiros leões a se engajarem com ele na luta pela realização da construção da nova igreja.

Escolhido o terreno, a negociação se iniciou. Juntos, Filipinho/ Washington Braz/ Dr. Batista / Padre Efraim e outros mobilizaram a sociedade local para o levantamento da quantia de 22 milhões de cruzeiros, com a qual a Paróquia adquiriu da Urbanizadora São José Ltda, representada pelo diretor-gerente Sebastião de Souza Castro, 54 700m², sendo que, deste total, 1400m² foram recebidos em doação.

No ato da escritura foram pagos C$ 6 500 000 e o restante foi dividido em 52 prestações, cujo pagamento se estendeu até novembro de 1969. Consta no registro que o terreno se destinava à localização da Igreja Matriz e suas obras sociais, e a venda do restante da área deveria se reverter em benefício da construção das mesmas.

O morro Pau d’Óleo possuía localização central, mas era um pasto, localizado na margem do rio oposta ao centro da cidade.

Wenceslau Martins Araújo, filho de Quincas Honorato, nos conta em seu livro “Coquetel de Lembranças” que antes o local era conhecido como “Vicência”. Ficava atrás de dois morros: o do Rio Abaixo e o do Cruzeiro. Vicência era um terreno baldio, impróprio para cultura e muito ruim para pasto, porque predominava solo seco com muito cascalho, pedras lavadas pelos mineradores. Entre as aroeiras e amoreiras nativas, destacava-se ali uma Copaifera trapezifolia Hayne, vulgarmente chamada por Pau d’Óleo. A extração de seu óleo para ser utilizado na cicatrização de feridas, ocasionou a nova denominação do local.

Estava adquirido o Morro do Pau d’Óleo, também chamado popularmente de Morro do Padre.

Uma das justificativas para se construir uma nova igreja na cidade era que a Matriz se localizava em local não acessível às pessoas mais velhas, por causa da íngreme ladeira São José que lhe dava acesso, portanto, não se justificava construir uma nova igreja em outro morro.

Então, toca a fazer o desmonte, o terreno precisava ser aplainado.

Por essa ocasião, estava sendo construída a rodovia MG4, hoje denominada Br381, e foram conseguidas junto ao Governador de Estado, Magalhães Pinto, muitas horas de trator da companhia Barbosa e Melo e da empreiteira CONVAP. Em 1966 cinco tratores subiram o morro e por 15 dias roncaram desbastando o seu pico. Foi uma festa que durou pouco. Findo o período, descobriu-se que se precisava pensar em nova alternativa para tornar o desmonte viável.

Em 1967, conseguiu-se emprestada com a Companhia Belgo-Mineira uma pequena bomba hidráulica que foi posicionada na margem do rio, junto à Ponte Benedito Valadares. De pouca potência, o trabalho progredia muito devagar. Em 1969, conseguiu-se, junto ao Governo, a cessão de mais horas/trator, que reacenderam os ânimos da comunidade. Mais tarde, já em 1970, trabalhou-se com uma bomba hidráulica maior, da Cia Minas de Ouro da Passagem, de Mariana, tocada com motor mais possante, emprestado pelos Moreiras. O Sr Ricardo Neubert, o Ricardo alemão, instruído por um professor de desmonte hidráulico da Escola de Minas de Ouro Preto, adaptou ao canhão de água canos de 5 polegadas que esguichavam a água com tanta força que provocava fendas e o conseqüente desmoronamento do solo.

Por mais de três anos a comunidade trabalhou ininterruptamente para rebaixar o morro de mais de 100 metros de altura, e para isso participaram pessoas de todo segmento social, do mais importante ao mais humilde, incluindo, às vezes, até mesmo jovens e crianças. Às tardes, o morro enchia-se de gente curiosa, esperançosa, satisfeita. A criançada fazia da terra revolvida um ótimo escorregador. Para custear o funcionamento da bomba, foram feitas várias festas em nome de São Sebastião. A campanha do “ovo de São José” foi a forma de participação da pessoa mais humilde que, impossibilitada de contribuir de forma mais polpuda, dedicava ao santo os ovos colhidos na 4ª feira, em seus quintais. Ao fim do desmonte, foram conseguidos mais tratores para aplainar o morro, entupir os buracos e tirar as arestas.

 

A CONSTRUÇÃO

A primeira reunião realizada com a finalidade de se construir no morro foi em agosto de 1981, sob o vicariato de Padre Leão Ochio e a preocupação inicial era de construir apenas um salão paroquial. Um ano depois voltou-se ao assunto e o enfoque agora era construir a igreja e o centro paroquial, uma vez que na escritura constava que a área foi doada para essa finalidade. Havia certa urgência em se construir porque, como loteamento, o IPTU consumia o equivalente ao valor de um lote por ano. A cada ano negligenciado, diminuía a extensão da área.

O projeto existente, de Júlio César Felipe Lage, descobriu-se então, era muito sofisticado e, em conseqüência, muito caro, e ainda apresentava um outro senão: como previa a construção com concreto aparente, seu interior ficaria muito quente, um verdadeiro micro-ondas. Toca-se a reformar o projeto. Nessa simplificação, o campanário do sino, inicialmente previsto separado do Templo, foi sacrificado em troca de economia. A Igreja São Caetano, se observada com atenção, lembra a forma de uma Bíblia aberta. A planta foi aprovada em novembro de 1983; o Prefeito era Hélcio Galvão.

Até então, janeiro de 1983, ainda não havia sido instituída a comissão para tocar o projeto adiante: necessitava-se de alguém que transmitisse credibilidade ao projeto, tivesse competência comprovada em administração e honestidade inconteste que aceitasse a responsabilidade. Foi Expedito Pires quem se lembrou de convidar o farmacêutico José Tomaz Martins da Costa para o posto. Para aceitar o cargo de presidente da comissão, o sr. Tomazinho impôs duas condições: ter como vice-presidente o sr Celestino Araújo e não depender de campanhas para angariar fundo, o dinheiro seria suprido com a venda dos lotes existentes, como o previsto.

Assim foi composta a comissão:

Presidente – José Thomaz Martins da Costa; Vice-presidente - Celestino de Araújo; Secretária - Glória Maria de Souza Galo; Vice-secretária - Aneide Maria Gervásio Guerra; Tesoureiro - Sady Pantuza Pinto Coelho; Vice-tesoureiro - José Assunção de Souza (Noca). Também faziam parte da comissão os Conselheiros, Antônio Martins Guerra, Expedito Pires Magalhães, Paulo Guerra Lage e Laerçon Saturnino dos Santos.

Até julho de 1983 foram tomadas as iniciativas burocráticas necessárias e só aí os lotes foram postos à venda para gerar recursos para a obra.

As vendas deslancharam só após o presidente e o vice-presidente da comissão adquirirem os primeiros lotes.

Ainda no início da construção foram desviados dois milhões de cruzeiros para ajudar na reforma da igreja da Sagrada Família e do Rosário (hum milhão cada uma). A construção transcorreu dentro do previsto. Mais no fim das obras surgiu outro imperativo: desviar dois milhões de cruzeiros para ajudar a comprar o Centro Pastoral São Francisco de Assis.

O Padre Leão permaneceu na paróquia até dezembro de 1984. O último lote vendido foi o do Supermercado Somar em início de 1985 e, em junho do mesmo ano a comissão encerrou os trabalhos, entregando à comunidade um prédio não acabado, mas já em condições precárias de uso. Na última ata da reunião foi consignado o agradecimento especial da comissão ao mestre de obras José Neves pela competência, interesse, dedicação e censo de economia com que dirigiu toda a obra, agradecimento extensivo a Expedito Pires pela dedicação e amor demonstrados cotidianamente no transcorrer da mesma.

O arremate foi feito posteriormente, à medida que novas campanhas foram desenvolvidas para terminar o altar, o forro e demais partes.

O primeiro registro dessa igreja no Livro de Tombos data de 04/09/1988, data em que, numa celebração, D. Lélis empossou o Pe Tacílio como pároco.

Foi o Pe. Tacílio quem propôs à comunidade consagrar a nova igreja a São Caetano, o fundador da ordem dos Teatinos. A sugestão foi feita durante uma missa e, imediatamente, puseram, na porta, uma urna para que os fiéis colocassem seu voto, à saída. Não houve discussão na comunidade. Dessa forma o orago oficial passou a ser um santo do qual a população nunca tinha ouvido falar antes.

 

ACABAMENTOS

Com a chegada do Pe. Tacílio em setembro de 1988, iniciou-se o movimento para providenciar os arremates que ficaram faltando. O altar estava todo por fazer, não havia forro, as janelas estavam sem os vitrais. Mais uma comissão foi instituída e devagar, à medida em que o dinheiro entrava, cada parte ia sendo executada.

Entre outros, faziam parte dessa comissão Sílvio Mendes, Joaquim Germano, Aníbal de Castro, Nôca e Paty. Para o forro, de gesso, foi contratada uma firma de uma cidade vizinha.

O altar foi um trabalho voluntário, feito à noite, após a jornada diária normal, por Júlio Bicalho, Geraldo Caetano e Quinquim Germano.

Por volta de 1997, a urgência era cercar a área em volta da igreja, que estava sendo usada, inclusive, como motel.

Foi nessa ocasião que desmoronou o barranco por detrás da igreja, colocando em risco sua estrutura.

Hélio de Caux levantou, entre a população, a doação de 380 sacos de cimento através de autorização ao comércio local para entrega do produto. Com um cidadão conseguiu a enorme quantia de R$ 5000,00, valor que foi usado tanto para pagar a mão de obra como, também, para mandar fundir, por R$ 800,00, o sino em Rio Casca. Nesta época era o Padre Aristeu o responsável pela paróquia.

 

REFORMAS

A igreja prontinha e começou-se a perceber suas limitações. Como era quente! Faltava ventilação. Apenas aqueles basculantes eram insuficientes. Uma construção destinada a congregar uma pequena multidão, mas ostentando apenas uma saída pela frente tornava-se uma verdadeira arapuca no caso de alguma catástrofe, como um incêndio ou, mesmo, um desmoronamento.

Enquanto isso chega o Pe Eugênio em 1988.

Pouco tempo depois, o proprietário de um lote rochoso, ao lado do supermercado Somar, contratou uma firma para explodir a rocha e o impacto das detonações, muito forte, afetou as construções próximas, entre elas, a igreja lá em cima. As chapas metálicas que cobrem a igreja, com as explosões, afastaram-se entre si e as goteiras, sem piedade, castigaram o gesso do forro que, encharcado, começou a despencar na cabeça das pessoas.

Adir se ofereceu para liderar uma comissão. Entre os que a ela se agregaram para o trabalho, destacaram-se Hélio de Caux, Eunício, Nôca, Maria José, Márcia Castro, Glória Quintão, Antero Andrade, Eudóxio, Tulica e das Dores.

Precisava-se de dinheiro razoavelmente alto e decidiu-se que a primeira providência era amealhar uma quantia equivalente a boa parte do orçamento previsto, antes de iniciar as obras.

Paralelamente a comissão arregaçou as mangas e montou as barracas onde se vendiam todos os tipos de gulodices de apelo popular: pastéis, feijão amigo, caldo de mandioca, de batata com bacalhau, canjica grossa.

Em algumas situações eram organizadas rodadas de bingo, tendo com prêmios deliciosos frangos assados, prontinhos para uma ceia. Em todos os eventos da cidade, lá estava a onipresente barraca de São Caetano. O dinheiro de barraca representa pequenas gotas no oceano das despesas graúdas, mas é importante por agregar esforços em prol do bem comum. Como de praxe, o dinheiro entra em câmara lenta e as despesas sempre ultrapassam o orçamento.

Os trabalhos se iniciaram em meados de 2000, pela arrumação do telhado. Modificou-se sua caída de água, mas foram aproveitadas as chapas metálicas da cobertura, assegurando seu perfeito encaixe e travamento. Para garantir a perfeita vedação, usou-se uma tinta especial, vinda diretamente do Paraná.

Terminado o telhado, partiu-se para a abertura das portas laterais. O projeto foi de Adrienne e o responsável técnico foi Frederico Martins Guerra. Cada porta custou em torno de R$ 5 500 reais. Ainda na construção da 1ª porta, o dinheiro inicialmente acumulado já havia se esgotado. Para a 2 ª porta, começou tudo de novo.

A porta que ilustra a reportagem foi uma das formas utilizadas para possibilitar que pessoas de pequenas posses também pudessem contribuir com o que estivesse a seu alcance. Cada quadrinho equivalia a R$ 0,50 e podia-se colorir até a porta inteira, o que significava contribuir com R$ 100,00 (reais)

Definir o forro deu mais polêmica, pois era necessário observar preço, estética, durabilidade e acústica. Entre as várias opções, preferiu-se o forro de Angelim - pedra.

As madeiras já foram colocadas enceradas e a campanha para a aquisição de cera rendeu uma enxurrada de latinhas do produto, tantas que, terminado o serviço, foram doadas algumas latas para a Matriz de São José e outro tanto foi trocado no comércio local por trigo e óleo que seriam usados no pastel. Paralelo à construção do forro, surgiu a idéia de fazer o alambrado na parede em torno do altar.

Ao retirar o forro de gesso, descobriu-se que a rede elétrica precisava de urgente substituição. O projeto elétrico foi doação de José Luiz Delfim e a mão de obra foi doação de Efraim. Após a troca da rede elétrica, notou-se uma grande economia no consumo mensal de energia. As lâmpadas agora duram muito mais tempo.

Depois do forro, foi a vez dos banheiros, bebedouros, rampas e calçamento. Todas essas melhorias foram conseguidas com dinheiro doado pelos cidadãos, alguns contribuindo repetidas vezes.

O sucesso na arrecadação de tão grande importância em dinheiro vê-se que está diretamente ligado ao prestígio de quem pede e à forma com que o cidadão é abordado.

Durante todo o período da reforma, e não foi pouco tempo (em torno de dois anos), as famílias que residiam perto da igreja se encarregaram de fornecer a merenda para os trabalhadores.

Todo o material retirado da igreja e de possível reaproveitamento foi repassado às igrejas de Fátima, Santa Rosa e Drumond.

Em 2012 a comunidade, mais uma vez se preocupa em proporcionar mais segurança aos usuários e, para isso, está reformando a escadaria, cujos degraus estreitos e escorregadios já ocasionaram inúmeros tombos aos fiéis.

 

 

 
 
 
 
 
 

Paróquia de São José da Lagoa

Diocese de Itabira - Coronel Fabriciano

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