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Artigo
17/10/2014

Atualidade de Maria

O culto a Maria se funda na Palavra de Deus: “Isabel, cheia do Espírito Santo, exclamou: bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre… Bem-aventurada aquela que acreditou”.

Fonte: CNBB


Maria nunca perde a atualidade. São milhares de devotos e
centenas de santuários dedicados à Mãe de Jesus em toda a
terra. No Brasil basta lembrar a festa do Círio de Nazaré
em Belém do Pará e a festa de N. Sra. Aparecida,
Padroeira do Brasil. Temos inúmeras Igrejas a ela
dedicadas e muitos nomes de mulheres a homenageiam em
seus vários títulos: Maria do Carmo, da Graça, de Fátima,
de Lourdes, da Penha etc. Mas quem é Maria, a Nossa
Senhora?

Ela se destaca entre os santos de Deus. Louvamos Maria
porque Deus a escolheu para ser mãe de Jesus, nosso único
salvador (Mt 2,1; Mc 3,32; Lc 2,48; Jo, 19,25).
O culto a Maria se funda na Palavra de Deus: “Isabel,
cheia do Espírito Santo, exclamou: bendita és tu entre as
mulheres e bendito é o fruto do teu ventre… Bem-
aventurada aquela que acreditou” (Lc 1,41-42;45). O
Espírito Santo inspira Isabel para reconhecer Maria como
santa.

Maria recebeu de Deus a plenitude da graça, e por isso é
saudada pelo Anjo como “cheia de graça” (Lc 1,28). Ela
mesma, reconhecendo sua pequenez de serva agraciada,
disse: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc
1,48). Até a última provação, quando Jesus morreu na cruz
diante dela, sua fé não vacilou. Ela não cessou de crer
no cumprimento das promessas de Deus. Por isso a Igreja
venera em Maria a realização mais pura da fé. O povo ama
seu Filho Jesus, “autor e consumador da fé” (Hb 12,2).
Ama sua mãe, fiel discípula, a primeira que nele
acreditou, aderindo ao plano de Deus anunciado pelo Anjo.

A devoção à Virgem Maria é diferente do culto prestado à
Santíssima Trindade. Ao Deus Uno e Trino nós adoramos. A
Maria nós veneramos. Essa veneração se justifica porque
ela é reconhecida (pelo concílio de Éfeso, em 431) como
Mãe de Deus (“a Mãe do meu Senhor”, diz Isabel em Lc 1,
43).

A Bíblia nos apresenta Maria como toda de Deus (Lc 1,38);
toda do povo (Lc 1, 39.52-53.56); orando com a Igreja
(Atos 1,14). Jesus, na cruz, entregou sua mãe aos fiéis
na pessoa do discípulo João: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27).
E o discípulo a levou para sua casa, ou seja, para a
Igreja. Maria é assim presença materna na comunidade dos
que acreditam em Jesus. Ela não afasta de Jesus, ao
contrário, aponta para ele: “Fazei tudo o que Ele vos
disser” (Jo 2,5).



Por Dom Pedro Carlos Cipollini, Bispo Diocesano de
Amparo-SP.

 

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