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10/11/2014

A santidade em 3 passos



Noticias Católicas


A santidade à qual aspiramos é a santidade dos pequenos,
das crianças que confiam. É a santidade do amor
cotidiano, dos gestos simples de entrega.

Uma santidade feita de pequenos gestos. Uma santidade que
consiste em fazer as coisas cotidianas
extraordinariamente bem. Uma santidade do amor que se
entrega com liberdade e paz no dia a dia.

Ser santos hoje não significa afastar-nos do mundo. Não,
muito pelo contrário! O mundo de hoje precisa de santos
vivos e próximos, que possam ser tocados. Às vezes
colocamos a santidade tão longe das nossas vidas, que não
acreditamos na santidade dos que estão mais perto de nós.

Vestimos a santidade de perfeição e não admitimos, então,
que os santos tenham defeitos. Nem erros. Nem quedas.
Desenhamos uma santidade de branco e ouro, de perfeições
inalcançáveis e, assim, nos eximimos da obrigação de ser
santos.

Santa Teresinha queria chegar até Jesus como se fosse
levada por Ele por um elevador. A verdadeira santidade
implica deixar que Jesus nos carregue em seus braços. Mas
não podemos ser santos sem intimidade com Ele.

É impossível avançar sem um amor pessoal a Ele.

Há algum tempo, contaram-me de uns “cristãos” que
confessavam nunca rezar a Jesus. A resposta me
surpreendeu. Porque, sem essa conversa próxima e pessoal
com Jesus, nossa vida interior não pode crescer. É como o
amor do amigo: se não se cultiva, ele esfria.

Jesus é esse amigo desconhecido para muitos. Um autêntico
estranho em suas vidas. Não deixamos que Ele nos
acompanhe em tudo o que fazemos? Não dirigimos o olhar a
Ele cada vez que nos sentimos sozinhos? Não nos ancoramos
nele? Sem esse olhar profundo, sem esse encontro
profundo, não podemos aspirar à santidade.

A santidade sempre vai ser grande demais para nós. Porque
ela é uma graça de Deus, que nos reveste do seu amor. Mas
tudo começa com o reconhecimento da nossa pobreza. Quando
assumimos que não podemos fazer nada sozinhos.

Ser santos não tem a ver com perfeição. Porque não
podemos ser perfeitos. É algo grande demais para nós.
Nossa torpeza tem pouco a ver com uma vida perfeita e sem
manchas.

Aspiramos à santidade como um dom de Deus que pedimos
todos os dias. É o desejo que cresce no coração. Depende
de nós, porque a parte de Deus já está feita. Queremos
ser santos?

Mas, se não damos o nosso “sim”, nada vai mudar. Então,
temos dois caminhos: ou continuais iguais ou caminhamos
rumo à santidade. Ou nos arrastamos pela vida pensando
que estamos cansados ou continuamos caminhando sem medo
do que está por vir.




Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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