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Artigo
22/03/2015

A hora da entrega e do serviço que faz brotar a vida



CNBB


O quinto domingo da Quaresma nos coloca na reta final deste tempo de renovação da fidelidade a Aliança. Aprendemos com Jesus a não nos desviarmos do caminho da entrega generosa, da Cruz salvadora. Muitos iniciam o percurso do discipulado com entusiasmo e coragem, mas na hora de colocar a cara, isto é, de permanecer fiel ao projeto do Pai, recuam e se distanciam. Jesus pelo contrário, com decisão livre e amorosa continua a sua missão de libertação e salvação da
humanidade.

Há situações e horas na vida das pessoas e dos povos, que não podem ser esquivadas ou que não dá para ficarmos encima do muro. Quando não nos posicionamos ou buscamos ficar como espectadores do que está acontecendo, certamente vamos sofrer as consequências da ação e da programação dos outros, nos tornando cúmplices daquilo que reprovamos ou achamos errado.

Não podemos ficar indiferentes ante a dor, o sofrimento e a opressão dos pobres e desvalidos, ante ameaças de perda de direitos que foram conquistados com suor e muita luta. Estar juntos aos crucificados de hoje e condenados da terra,é a opção que Cristo nos exige para celebrar dignamente a Páscoa.

O grão de trigo deve morrer na terra para dar vida, assim também os seguidores de Cristo assumirão com alegria o risco do compromisso, da coerência, do profetismo tão necessário nos dias de hoje. É fácil e tentador nos adaptarmos ao mundanismo espiritual que nos dá uma aura aparente de santidade e elevação ascética, mas como denuncia Isaías, o coração fica longe da solidariedade compassiva do Mestre. Se quisermos ser anunciadores da verdadeira paz, aquela que brota do sacrifício da Cruz, da entrega de si mesmo pela justiça do Reino, sigamos com firme esperança os passos de Jesus.

Que possamos testemunhar sem ambigüidades na realidade turbulenta e critica pela que passa a sociedade brasileira, o caminho do serviço humilde e libertador, que constrói na participação e na entrega, uma sociedade nova com poder e justiça repartidos em função da vida e o bem comum de todos/as. Que Nossa Senhora das Dores e da Solidariedade fraterna nos ajude a prosseguir na proposta de uma verdadeira conversão de vida.


Deus seja louvado!


Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo de Campos (RJ)

 

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