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Artigo
27/03/2015

A menina que amou o próximo mais que a si mesma

Não se sabe se ela recebeu uma educação cristã, mas o amor de Rachel se aproxima do mais profundo amor cristão pelo próximo

Corrado Paolucci


“Eu dou a vocês um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uns
aos outros. Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos” (Jo
13, 34-35).

Dedicação total pelas crianças doentes

A menina Rachel, desde que tinha 5 anos, sempre mostrou grande atenção pelas pessoas mais necessitadas. Um
exemplo: doou três vezes seus cabelos para crianças com câncer. Tinha ouvido falar da existência de uma
organização (Locks of Love) que recolhia cabelos para fazer perucas para dar às crianças que faziam
quimioterapia, e não pensou duas vezes. A menina correu para casa e pediu a sua mãe autorização para doar seus
cabelos às crianças doentes. O gesto se repetiu por mais duas vezes. A última coincidiu com o dia em que
subiu aos Céus, após um acidente onde foi atropelada, enquanto sua vida seguia em direção ao próximo. Os
pais foram as primeiras testemunhas da vida da pequena, e quando fechou os olhos pela última vez, decidiram
doar seus órgãos, como ela mesma teria decidido.

Meu presente de aniversário, deem aos pobres

Os episódios que testemunham a sua vontade de se doar ao mundo são inúmeros: no dia do seu nono aniversário,
tinha dito: “Em vez de me dar um presente, doem 9 dólares às pessoas que constroem poços para quem não tem água
potável”, considerando que tinha ouvido falar sobre “Charity Water”, uma organização não governamental que
recolhe fundos para realizar projetos humanitários ligados à água nos países mais pobres do mundo. “Por favor
me ajudem. Aos doadores enviaremos as fotos dos poços e as coordenadas geográficas. O meu objetivo é arrecadar
300 dólares”, havia afirmado. A menina tinha arrecadado 280 dólares até o dia de sua morte.

Para um bem maior

Exatamente naquele dia chegaram tantas doações que tinham como finalidade apoiar a realização do sonho de
Rachel. Nos três dias em que esteve de cama lutando entre a vida e a morte, os amigos sussurraram-lhe ao ouvido
que as doações tinham superado 50 mil dólares. No momento em que Rachel faleceu, sua mãe, Samantha, agradeceu a
todos escrevendo que agora sua filha estava sorrindo. Sim, porque a pequena Rachel pôde doar sua vida
por um bem maior, um bem que buscou em cada instante da sua existência.



Fonte: aleteia.org

 

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