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25/04/2015

Santa Sé: educar os jovens aos valores do diálogo e respeito aos outros

Arcebispo Bernardito Auza: observador permanente da Santa Sé junto à ONU

Rádio Vaticano


Ajudar as famílias a educar os filhos no respeito pelos outros. Foi a exortação do observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, Dom Bernardito Auza, em pronunciamento na sede da Onu, em Nova Iorque, no debate sobre o papel dos jovens no contraste ao extremismo violento e em prol da promoção da paz. O arcebispo tomou parte também da reunião intergovernamental para a agenda de ajudas pós-2015.

Trabalhar com as famílias e ajudá-las “nos esforços para educar as crianças e os jovens aos valores do diálogo e do respeito pelos outros”, a fim de que resistam àquilo que somente “num primeiro momento” pode parecer um chamado interessante a uma “causa superior” e a uma “aventura” com os grupos extremistas.

A família, ressaltou, é “a primeira educadora das crianças”: se os Estados realmente quiserem chegar aos jovens antes que eles estejam expostos a “ideologias extremistas”, deverão fornecer “ajudas apropriadas aos pais”.

Por outro lado – prosseguiu –, hoje os jovens podem utilizar internet e as redes sociais para “entrar em contato, fazer amizade e conhecer as grandes culturas e tradições” do mundo inteiro.

“Infelizmente, estes grandes progressos tecnológicos podem também ser manipulados para difundir mensagens de ódio e violência” – observou.

A resposta dos jovens ao recrutamento por parte de quem os incita ao extremismo violento se desenvolve “num contexto de decepção e de ocasiões perdidas”, de crise de “identidade sócio-cultural”, de “falta de integração”, de “alienação e insatisfação”, mas também de ruptura entre gerações e “com as famílias”.

Estudos específicos mostraram que alguns governos tendem “a evitar” um diálogo franco e construtivo sobre a questão da radicalização, ao invés de promover discussões públicas: esconder o problema “é contraproducente”, observou Dom Auza.

Ademais, uma “política pública equilibrada” desempenha um papel chave na facilitação de “uma sólida integração dos imigrados na sociedade, como cidadãos”.

Para tanto mostram-se “muito necessárias” políticas que desencorajem percepções xenófobas ou racistas e que contribuam para o respeito aos valores religiosos e sócio-culturais sadios.

O representante vaticano observou que a religião constitui uma parte importante de “tais sistemas de valores”.

Aquelas políticas e aquelas concepções educativas “que buscam reduzir ao mínimo ou eliminar” o componente da fé nas identidades individuais e coletivas poderiam “deixar o jovem desorientado, alienado, marginalizado”, presa fácil da mensagem dos grupos extremistas.

Além disso, não há duvida de que os slogans usados por tais realidades impliquem muitas vezes “valores religiosos e sócio-culturais distorcidos”. É por isso que líderes religiosos e organizações “devem condenar mensagens de ódio em nome da religião”, promovendo compreensão e respeito entre povos de diferentes credos.

É claro, o desemprego e o desespero contribuem para a vulnerabilidade de muitos jovens, bem como as desigualdades econômicas e de desenvolvimento e as formas de marginalização, que podem tornar-se uma ameaça para a paz e a segurança internacional.

Nesse caso, o arcebispo filipino recorda que os jovens são o “recurso mais precioso” nos esforços para promover uma cultura da paz: para contrastar o extremismo é possível promover “vozes seguras e respeitadas” entre seus coetâneos, nas mesmas plataformas usadas pelos próprios extremistas para recrutar novos membros, ou seja, as redes sociais.

Por ocasião da reunião intergovernamental para a agenda Onu de ajudas pós-2015, o observador permanente da Santa Sé recordou os “progressos feitos nas últimas duas décadas” para tirar da pobreza 660 milhões de pessoas no mundo.

No entanto, acrescentou, os últimos dados do Banco Mundial constituem um chamado à grandeza da tarefa que ainda temos pela frente: um bilhão e duzentos milhões de pessoas não tem acesso à energia elétrica, 870 milhões são mal nutridas e 780 milhões não têm acesso a água limpa e potável.
Portanto, é o momento de “maiores esforços” para alcançar as Metas de desenvolvimento sustentável “para todos os países” e para toda a humanidade, continuando a melhorar, juntos, nossas vidas e, sobretudo, a “dos mais pobres e vulneráveis”.

A delegação da Santa Sé, concluiu Dom Auza, concorda em ressaltar que “deve ser feita toda tentativa para mobilizar os recursos financeiros” destinados à aplicação da agenda pós-2015, em âmbito público e privado, nacional e internacional.

Um aumento dos investimentos, mesmo que em quantidades mínimas, poderá contribuir para assegurar ulteriores capacidades para fornecer serviços de base às comunidades mais em dificuldade, no respeito pela dignidade da pessoa. (RL)







Fonte: br.radiovaticana.va

 

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