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Artigo
01/08/2015

Acima de tudo o amor

Palavras do nosso Pároco

Padre Eugênio Lima


Tenho um sonho:

Sonho com uma Igreja, comunidade de amor, onde as pessoas se amem como irmãos e irmãs.
Onde sejamos capazes de ver no outro não um adversário, mas um companheiro de vida, de caminhada.

Onde saibamos nos respeitar, dialogar, sem medo, sem diplomacias, mas com caridade.
Uma Igreja que se deixa realmente guiar pelo Espírito Santo e fuja da tentação de dominar, manipular o Espírito Santo.

Guiar pelo Espírito Santo significa caminhar iluminada pelo Espírito, que se deixe orientar pelo Espírito. Agir iluminada pelo Espírito Santo.
Que não faça concessões para não perder benefícios ou privilégios. Guiada pelo Espírito Santo, significa seguir o Evangelho, deixar-se guiar pelo Evangelho, pela alegria do seguimento do Evangelho.

Que sejamos uma Igreja guiada pelo amor, que procure viver o amor, do amor, para o amor.

“No coração da Igreja serei o amor.” (Santa Terezinha)

Nossa vocação é o amor, não o amor só de palavras, mas de forma concreta. Não podemos esquecer do que nos disse Jesus: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. (Jo 15,14). “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt 6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).” (Lc 10,27).

Uma Igreja onde a regra primeira é o amor. Amando-nos como nos pede Jesus, ninguém irá se sentir melhor do que o outro, mas irmão, que recebeu de Deus dons não para si mesmo, mas para o bem da família, da Igreja. Recebemos de Deus os dons não para nós mesmos, nem para serem enterrados por medo, mas colocados a serviço para o bem de todos e para a maior glória de Deus. (Conferir Mt 25,14-30). É isto o que estamos fazendo com os dons recebidos de Deus? Por que entre nós, em nossas comunidades existem pessoas que têm o dom da música, habilidades com algum instrumento musical e faltam pessoas para animarem nossas celebrações? Por que em nossas comunidades faltam catequistas e outros agentes de Pastoral? Será que não existe ninguém capacitado? Onde estamos empenhando os dons que recebemos de Deus? O que está acontecendo com nossa Igreja? Onde estão os dons?

Nossa vocação é o amor.

São Caetano, fundador da Ordem dos Clérigos Regulares (Teatinos) dizia em Veneza “Cristo chama e ninguém responde!” Cristo continua chamando e quase ninguém responde, quase ninguém tem tempo. Continuamos pedindo ao Senhor da Messe que envie operários. Peçamos ao Senhor que desperte os “cristãos” para colocarem os dons a serviço do Reino. Que ninguém use os dons só para si mesmos, que ninguém enterre os dons por medo, ou comodismo, falsa humildade. Que todos coloquemos os dons a serviço do Reino. Que nenhum de nós fiquemos fazendo comparações com os dons recebidos pelos outros. Todos os dons são importantes e se quisermos, tomemos como desafio o que nos diz São Paulo.

“Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? Fazem todos milagres? Têm todos a graça de curar? Falam todos em diversas línguas? Interpretam todos? Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade. ”
(1 Cor 12, 27-13,12)

 

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Paróquia de São José da Lagoa

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