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Artigo
05/09/2015

Quem é o MAIOR na Comunidade?

Palavra do Pároco

Padre Eugênio Lima


“Mas entre vós não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante que sirva aos outros, quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês” (Mt 20, 26)

Como é entre nós? Como é em nossa Igreja? Como é em nossa Pastoral? Como é em nossos Movimentos Religiosos? Para entender melhor os versículos citados acima é bom ler os versículos 17 a 28 do Capítulo 20 de São Mateus.

Em nossa Igreja, Comunidade, Pastoral e Movimentos existe disputa pelo poder? Existe dominação? Quem está no ministério de coordenação ou de governo exerce com caridade ou dominação?

Em nossas comunidades nos alegramos com o sucesso do outro ou sentimos ciúmes e até ficamos incomodados quando o outro se destaca?

Em nossas comunidades vivemos ou pelo menos nos esforçamos em colocar em pratica o mandamento único deixado por Cristo? ”Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” (Jo 15, 12).

Como nos relacionamos com os outros? Fazemos distinção de pessoas? Discriminamos? Tratamos melhor aqueles que exercem certos ministérios considerados “superiores” do que os outros? Privilegiamos algumas pessoas pelo seu poder econômico em detrimento dos outros?

“Supondo que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam? Mas vós desprezastes o pobre! Não são porventura os ricos os que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais?” (Tg 2,2-5). Não era assim no passado? Onde ficavam os escravos quando iam em nossas Igrejas? Onde sentavam os pobres? Onde eram sepultados os poderosos? “Entre vós não deve ser assim!” Isto deve sempre ecoar em nossos ouvidos. Não podemos copiar aquilo de ruim de nossa sociedade. Se em nossa sociedade as pessoas são julgadas e classificados pela cor da pele, lugar onde moram, como se vestem e a aparência é colocada acima de tudo; se mata, mente, trapaceia para alcançar o poder, entre nós não pode ser assim. Entre nós não pode haver discriminação. Entre nós não pode haver ciúmes, fofocas, intrigas. Entre nós não pode existir disputa pelo poder. “Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. Ora, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis” (1Cor 4,1-2). Que sejamos bons administradores e não donos das graças de Deus.

Entre nós não deve haver interesses escusos na escolha daqueles que exercerão o ministério da coordenação ou governo. O critério para a escolha não deve ser a aparência ou o status social. “Mas o Senhor disse-lhe: Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, nem pela sua alta estatura, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração” (1Sm 16, 7). Tudo deve ser feito para a maior gloria de Deus e não a nossa, não os nossos interesses, nossas paixões. “Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória porque sois todo amor e verdade! (Sl 113,1). O que Buscamos quando nos colocamos a serviço de Deus? O que buscamos quando estamos exercendo o ministério que nos foi confiado ou para o qual fomos ordenados (diáconos, padres, bispos)? Buscamos a gloria de Deus? Trabalhamos para que Deus seja glorificado? “Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5, 35). Será que esta palavra dura de Jesus não nos leva a um profundo questionamento de nossa conduta? “Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem. Porém não imitem as suas ações, pois eles não fazem o que ensinam’’ (Mt 23, 3). Como são duras essas palavras de Jesus Cristo!

“Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe, ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1Pd 5, 1-4).

Como devem incomodar de um modo especial a nós que exercemos o ministério ordenado. Como elas me fazem penitenciar por todas as vezes que falei e não vivi aquilo que falei. Como essas palavras devem incomodar a todas que exercem algum ministério na Igreja.

O grupo Engenheiros do Havaí em sua música, Toda forma de poder, começam cantando: “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada”.

Entre nós não deve ser assim. Não somos donos de nada, somos administradores. Não somos donos do poder e se nos foi dado algum poder é para servir e não nos servirmos, ou dominar os outros. Devemos aprender de Jesus que disse: ‘’Porque até o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente (Mt 20, 28).

O que deve sentir Jesus quando vê que muitos de nós seus ministros queremos e gostamos de sermos tratados com distinção, de ocupar os primeiros lugares, sermos bajulados e que as pessoas nos sirvam? Não é uma contradição com aquilo que Jesus fez e ensinou?

Entre vós não deve ser assim! O nosso modelo é Cristo e não o Mundo.

“Permanecei no meu amor para produzir muitos frutos” (Jo 15, 9-16)

E que entre nós haja amor e doação.

Que ninguém pise no outro para subir.

Que ninguém faça jogo sujo para ter poder e que de nós se possam dizer: “Vejam como eles se amam” (Cf At 2, 42-46; 4, 32-35).

O próprio Jesus já havia dito: “Vocês são meus amigos (discípulos) se fazem o que eu mando. O que eu mando a vocês é isto: amem uns aos outros “ (Jo 15, 14.17).

Que haja mais amor não ciúmes, inveja, despeito, disputa pelo poder.

Que sejamos todos inundados de amor e que o amor seja nossa lei maior.


Axé!

Pe. Eugênio Lima


Que seja sempre primavera em nossos corações. Que a primavera do a alegria , da paz e do amor invada nossos corações.

Fim de semana feliz e abençoado para todos!

 

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