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Artigo
04/01/2016

Vede como eles se amam!

“Quereria ser tão bom que pudessem dizer: Se o servo é assim, como será então o Mestre?” (Beato Carlos de Foucauld).

Padre Eugênio Lima


Senhor, faço das palavras do Beato Carlos a minha oração, mas que também deveria ser a de todos aqueles, que se dizem cristãos. Cantamos algumas vezes pedindo perdão dizendo: “Se há “cristãos” que não creem, deve ser porque veem “cristãos” que vivem mal.” Esquecemos muitas vezes da palavra de Jesus: “Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5, 16)

Que sejamos tão bons, que as pessoas possam ver em nós, a presença de Jesus, e que possamos sentir em cada irmão, a presença de Deus! Isto supõe conversão, mudança de vida! “Convertei-nos e crede no Evangelho!”

Novo Ano! Vida Nova!

Deixemos para trás tudo o que atrapalha a nossa convivência, a nossa prática pastoral. Deixemos para trás nossas divergências, ciúmes, fofocas. Todas essas pragas que atrapalham a vida da Igreja. Quantas pessoas boas nos deixam, se afastam por causa de nossos escândalos, nossas atitudes contraditórias. Quantas pessoas deixam nossas pastorais, nossos grupos por causa de nossas intransigências, nossas atitudes antievangélicas, quando digo nossas atitudes, me
coloco também aí, pois muitas vezes também sou intransigente, incoerente e antievangélico: falo e não vivo!

Todos nós precisamos de conversão! Precisamos prestar atenção ao que nos diz São Tiago: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros.” (Tg 5: 16)

Todos nós temos os nossos pecados e precisamos de conversão! Rezemos mais pela nossa conversão e não apenas pela conversão dos outros. Às vezes dá impressão que não precisamos de conversão. É preciso admitir que temos nossas doenças espirituais e que portanto, necessitamos também de cura e libertação. Cura e libertação do ciúme, da inveja, da intolerância, do desejo do poder, da ganância, do apego às coisas. Para ser libertado, é preciso reconhecer que se está doente. A partir do momento que reconhecermos que padecemos destes males e querermos ser curados, suplicarmos ao Senhor que nos liberte, é possível a cura. Dizem que o pior doente para ser tratado é aquele que não se reconhece doente ou que não quer ser curado.

Que sejamos tão bons, que nos amemos tanto que as pessoas “de fora” possam dizer: “Vejam como eles se amam e se eles são assim tão bons e se amam tanto, melhor ainda deve ser o Mestre deles!” “Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor.” (Mt 10: 25)

E não podemos esquecer que o único mandamento deixado por nosso Mestre é o mandamento do amor: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35) Podemos fazer tudo até com certa perfeição, podemos fazer lindas celebrações, mas se não houver amor entre nós, tudo estará perdido.

Fomos criados por amor e para amar!

“Vede como eles se amam!” Será que se pode dizer isso sobre nós, católicos?

Amamo-nos de verdade? Alegramo-nos com o sucesso do outro? Entristecemo-nos quando nosso irmão não está bem? Somos sinceros em nossas relações com os outros? Buscamos a maior glória de Deus ou buscamos apenas o nosso reconhecimento?

Que neste Ano Novo, tudo seja novo:

Corações novos!

Mentes novas!

Atitudes novas!

E tudo isso, temperado com muito amor!

Que o amor seja a única regra!

“Vinde Espírito Santo e renove nossas mentes e nossos corações!”

“Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.” (Ap 21: 5)

Que seja assim!

Assim seja!

Amém


Pe. Eugênio Ferreira de Lima, CR.

 

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